Por Ana Cristina Basei
Há bastante tempo os avatares fazem parte do imaginário humano. O artigo de Fragoso e Rosário explica que o termo avatar tem sua origem no sânscrito, uma língua da Índia, com uso litúrgico no Hinduísmo, e significa encarnação ou incorporação de um espírito numa forma material. Mas o fenômeno parece que se concretiza de verdade em nossa era. Conforme as autoras, a atuação do avatar equivale a de outras formas de representação social do eu, e no mundo ocidental atual a palavra se popularizou com os elementos que são usados mo espaço digital para representar usuários humanos.
Está se tornando cada vez mais comum que as pessoas em comunidades on line, programas de computador, jogos e redes sociais que funcionam via internet tenham avatares que as representem nestes ambientes e ocasiões. O avatar é uma forma estar presente através de um outro corpo. Mas, para fora do ambiente da internet, costumamos ver avatares interagindo com um grupo de pessoas somente em filmes. Entretanto, o avanço da tecnologia começa a provocar uma nova revolução neste sentido. No mês de junho, houve a primeira teleconferência holográfica do Rio Grande do Sul. Distante cerca de quatro mil quilômetros, em Los Angeles, cientista, inventor e estudioso da inteligência artificial, o norte-americano Ray Kurzweil proferiu uma palestra e interagiu com o público de Porto Alegre na forma de um corpo eletrônico holográfico, uma espécie de avatar.
Entusiasta e inventor de novas tecnologias, Kurzweil participou de uma conferência do evento Fronteiras do Pensamento, no Salão do Ato da UFRGS, mesmo sem a sua presença física.
Como funcionou
Kurzweil tem montado em seu escritório em Los Angeles um estúdio de captação e transmissão de imagens 3D, e um mecanismo de projeção foi instalado no local do evento, no RS.
O sistema funcionou como uma videoconferência, mas a diferença estava na forma apresentação da imagem do palestrante em forma holográfica. Kurzweil estava em seu gabinete, nos Estados Unidos, e sua imagem era projetada ao vivo em uma tela de vidro no palco do Salão de Atos, em tamanho real e em 3D, dando a ilusão de que ele se encontrava no local. Ao mesmo tempo, um sistema de Porto Alegre devolvia ao palestrante a imagem da plateia, dando ao cientista a visão do público e dos espectadores que faziam as perguntas.
Futuro
No encontro, o cientista falou sobre o que projeta para o futuro. Segundo ele, a nanotecnologia é o futuro, atingirá o ápice daqui a 25 anos e as tecnologias vão se tornar duplamente mais potentes a cada ano e pelo mesmo custo. Kurzweil ainda acredita que ainda desenvolveremos maneiras de deter o envelhecimento. Seria através de dispositivos colocados dentro de nossos corpos. Por exemplo, nano robôs vão estar na nossa corrente sanguínea, nos mantendo saudáveis.
Aos 62 anos, o cientista é um veterano da alta tecnologia. Passou sua carreira pesquisando formas de ensinar às máquinas a criatividade humana. Hoje, ele se dedica a prognosticar o futuro no campo das interações homem-máquina. Acredita na nanorrobótica, com máquinas microscópicas viajando pelo corpo humano para tratar doenças.
Fontes das informações: Jornal Zero Hora e site zerohora.com



Parabéns pela visão sobre o tema. Precisamos de mais pessoas assim!!!